sábado, 2 de julho de 2011

Enquanto



...
Tiro os sapatos
debruço sobre
sua sonolência
como os coqueiros
sobre a praia
estendendo envolvida
pelo mar
mas do mar
só quero calmaria
ou seus braços
e as ondas, de calor
que amam e rejeitam
num carinho manso
lapidando todas
as superfícies
duras
que de coral são
...

5 comentários:

  1. É, acredito que o amor maior está em gostar não só as virtudes, mas também os defeitos. Eu amo seu nariz de italiano e suas orelha de abano. Você ama meu jeito mandão que as vezes perde o controle e a razão, mas que acima de tudo sempre acredita estar certa e tenta ter o controle de tudo. Ama minhas espinhas e meu jeitinho torto de ser.
    Meu coração é como um diamante, você encontrou a pedra bruta, sem valor nenhum e aos poucos vejo que estás dando forma ao teu tesouro. É um processo lento, requer paciência porque ainda há muita resistência.
    Mas a cada manhã percebo o quão te quero mais e mais e aos poucos você vira meu vício. Meu vício bom, meu bom vício.

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  2. =]]

    Acho que vc entendeu Li. Tem um detalhe a mais: É enquanto, porque não tem fim, e o começo não existiu, ele foi. Enquanto acontece, a gente se mescla, se doa, aprende e vive. Não quero que seja, quero que esteja, quero que esteja sempre bom!

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  3. Amém...que assim esteja! Amei a poesia, Edu! Li, inspiração pura, garota! Bj nos 2!

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  4. Não ouso falar de paixão.
    Mas esses versos que reclamam por calma,
    que procuram vazios na multidão,
    que cantam notas onde há mar,
    eu acho bem que isso é coisa de amar.

    E mais uma vez eu adorei...

    Beijos, Edu!

    Moni

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