terça-feira, 20 de julho de 2010

Sem choro

Sem choro, que agora não adianta mais
escolhemos as armas e quebramos nossa paz
consumimos cestas e mais cestas de maçãs

Seguindo pelos campos sofridos
da liberdade, da escolha e da razão
buscando um futuro desvalido
em busca de qualquer conforto, dando as mãos
trilhamos o caminho ainda perdidos
ora evoluindo, ora rumo à destruição

E pisando dia após dia em sangue divino
de um Deus louvado por conveniência
no desespero estampado, mas contido
dentro de cada consciência
ainda rezamos e imploramos
diante dos mesmos erros cometidos
e da falta de resposta da ciência

Se o volume do seu mundo ainda está baixo
ou se as cores não mais representam
as vozes trêmulas em busca de socorro
saiba que dor e escolha se alimentam
apenas olhe o espelho e engula o choro

3 comentários:

  1. ...
    Esse me deixou sem palavras.
    Beijos. Rafa.

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  2. Espero que tenha gostado! haha

    Confesso q fui meio preguiçoso nesse... depois, relendo poderia ter usado combinações de palavras pra deixar o poema esteticamente mais bonito. O problema é que tem que achar uma medida pra isso... senão eu gasto uma semana reformulando o poema, e ele acaba saindo uma coisa totalmente diferente da idéia inicial! Então ficou assim mesmo!

    Bejo!

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  3. Eu gostei!
    É bem forte. Tem um verso que achei lindo:
    "consumimos cestas e mais cestas de maçãs".

    Acho a imagem da maçã deliciosa.

    Beijo.

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