terça-feira, 22 de junho de 2010

Zom in, Zoom out

Em se supor,
suponho que
o mundo ora dista
e ora se acerca

De fato,
sem nada,
vivemos tudo
no mesmo momento

E o embalo das horas
inexorável
faz-nos caminhar
como escravos do tempo

Prazer te encontrar
conhecer, esquecer
apaixonar
dando sentido ao que é viver

Fotos, figuras,
marcas e rastros
e cicatrizes
de amores gastos

Manias,
fescuras
de outros dias
em partes iguais

Nunca vistas,
e sempre aparentes,
revelam marcas
dos seus ancestrais

Seguindo seu rumo
sem norte, sem prumo
no caos e na ordem
do cerne de tudo

Entorta-se a vista
adequa-se a fonte
segue o padrão
que devora a gente

Num dia ou no outro
vive-se o máximo
doa-se o mínimo
chora contente

O prazer deslavado
de usar mal usado
cada trocado,
doado do tempo

Sem garbo,
requinte ou luxo
ignorando tudo,
pois viver é efêmero

2 comentários:

  1. gostei muito... especialmente disto:

    O prazer deslavado
    de usar mal usado
    cada trocado,
    doado do tempo


    viver é efêmero e a única maneira de vivermos é ignorando esse fato :)

    beijos

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  2. A idéia é essa mesmo! Viver suscita um monte de questões existenciais: devemos continuar pensando nelas, ou devemos ignorar e simplesmente tocar o barco?

    Fico mto feliz que esteja acompanhando!

    Beijo!

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