sábado, 22 de maio de 2010

Refém das possibilidades

De um sonho ao acordar à noite
nas suas veias estalando ao pulsar
medo trazido pelo olhar da morte
decidiu por confrontar seu azar

Em vida que parece livre e bela
percorre cada estímulo e prazer
maravilha-se a toda descoberta
somando novas coisas a fazer

Porém o horizonte é muito amplo
e há beleza nas coisas mais singelas
mas os limites ferem esse encanto

e cada dia aumenta essa ferida
não há tempo de saborear vida
quando há o amargor da morte certa

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