terça-feira, 4 de maio de 2010

Entrega

Desamparado do meu próprio sonho
Que insiste em viver a vida alheia
E quis se agarrar aos teus caprichos
Entregando o livre arbítrio à prisão dos teus anseios

Alterno entre a servidão e independência
Porém nada se põe suficientemente forte
Para desatar os nós de tais laços
Aos quais me submeto com alegria ingênua

E ao verem esse espírito desgarrado
Questionam a natureza do trato
Afinal, para quem se dedica tanto:
ao amor ou ao ser amado?

Mas se amor presume entrega
Não deve haver cautela
Entrego tudo o que posso, sem medo de errar
E meus erros os entrego da mesma forma

Porque mesmo sendo teu refém
Não há como acertar sempre
E é algo que a ninguém cabe entender:

Hoje dependo de ti,
mas amanhã, dependerás de mim

Um comentário:

  1. Entrego tudo o que posso, sem medo de errar
    E meus erros os entrego da mesma forma


    Porque mesmo sendo teu refém
    Não há como acertar sempre

    Lindo, lindo Edu!

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