quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ego

Ao deitar-se,
há sol sob as pálpebras
há uma inquietude nervosa tensionando braços e pernas
Há um desconforto corporal como se algum membro estivesse sobrando
E há vozes, malditas vozes sussurrando aos ouvidos.

Ruídos de pensamentos,
derivados dos ermos lapsos subconscientes.
São alfinetadas cerebrais
ou apenas o volume de informações
que o próprio cérebro despeja sobre neurônios tranquilos?

Há pecados nos ruidos,
que o punem como lembranças amargas,
porém de onde? De quem?
Não há distinção, mas sim, há um culpado.

Alguém avisou, o mundo avisou,
o mundo segue e você fica,
porque é bom ficar,
há um prazer secreto em desgarrar-se do bando.

Os sonhos não se tecem,
e a angústia aumenta.
O culpado se esconde das decisões tomadas,
dos dias que se deixou levar,
e a batalha toma força,
os ruidos aumentam,
o vazio é cheio de barulhos,
mas não vai passar.

Não vai passar...
não vai ...
não ...
...

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